Comprar apartamento em Guarapari é uma decisão de bairro antes de ser de preço: veja custos, ITBI, documentação e financiamento.
Este guia reúne o que realmente define a compra de um apartamento em Guarapari: perfil de cada bairro, faixas de preço praticadas, custos que não aparecem no anúncio, financiamento e documentação. É o material para quem já decidiu comprar e agora precisa decidir onde, quanto e como.
Comprar apartamento em Guarapari raramente é uma decisão sobre praia. Quem chega até aqui já passou dessa fase e está tentando resolver questões bem mais concretas.
Qual bairro sustenta o padrão de vida que a família quer, quanto a mais do que o valor anunciado a operação vai custar e o que separa um imóvel que se revende bem de um que fica parado.
A resposta curta é que Guarapari comporta perfis muito diferentes de compra, e o bairro escolhido determina quase tudo o que vem depois: liquidez, rotina fora do verão, taxa de condomínio e potencial de locação.
Nós trabalhamos há dez anos exclusivamente com imóveis de alto padrão na cidade, e há um dado local que muda a leitura de qualquer comprador de fora. Ele aparece logo adiante.
Vale a pena comprar apartamento em Guarapari?
Comprar apartamento em Guarapari faz sentido para quem quer um endereço litorâneo a menos de uma hora de Vitória, com infraestrutura urbana permanente e um mercado de alto padrão concentrado em poucos bairros. A cidade tinha 124.656 habitantes no Censo 2022 do IBGE, crescimento de 18,4% sobre 2010, quando registrava 105.286 pessoas.
O ponto que costuma decidir a compra não é a praia, e sim a combinação de três fatores:
- Proximidade da Grande Vitória, que permite manter negócios na capital sem abrir mão de morar no litoral.
- Concentração da oferta premium em bairros específicos, o que torna a escolha do endereço mais determinante que a metragem.
- Uma economia sazonal intensa, que valoriza imóveis bem localizados e penaliza os mal posicionados.
Guarapari não é coberta individualmente pelos principais índices nacionais de preço por metro quadrado. Isso significa que qualquer número genérico sobre “o m² da cidade” precisa ser lido com reserva, e que a comparação útil é feita por bairro, por quadra e por vista.
O que muda em Guarapari fora da alta temporada?
Fora do verão, Guarapari funciona como uma cidade média litorânea com serviços completos e ritmo bem mais lento. Essa diferença é maior aqui do que na maioria dos destinos de praia brasileiros, e ignorá-la é o erro mais caro que um comprador de fora comete.
A concentração financeira do verão
Segundo levantamento da Prefeitura de Guarapari divulgado pela Folha Vitória, cerca de 60% de toda a movimentação financeira anual da cidade se concentra em aproximadamente 40 dias, entre o réveillon, janeiro e o carnaval. A expectativa para a última temporada era de aproximadamente 1,5 milhão de turistas e passantes.
Na prática, isso significa comércio, restaurantes e serviços operando em dois regimes distintos ao longo do ano. Bairros que dependem quase só do turista fecham parte da operação entre maio e outubro. Bairros com população fixa consolidada mantêm padrão estável.
Prédios com muitas unidades de uso ocasional
Ainda conforme a mesma reportagem, Guarapari tem mais de 30 mil unidades de uso ocasional, com base em dados do IBGE. É um número alto para uma cidade desse porte, e ele tem consequência direta na vida de condomínio.
Um edifício com maioria de apartamentos fechados durante o ano tende a ter assembleias esvaziadas, decisões de obra mais lentas e um rateio de custos fixos distribuído entre proprietários que raramente estão presentes. Prédios com boa proporção de moradores fixos costumam ter manutenção mais previsível.
Quem se adapta melhor à rotina anual
O perfil que se adapta bem inclui famílias que buscam qualidade de vida com serviços a pé, profissionais em trabalho remoto e casais que vão reduzir o ritmo profissional. O Centro concentra hospitais, bancos, escolas e comércio, enquanto a orla oferece caminhada e ciclovia o ano todo.
A escolha do bairro resolve boa parte dessa equação, e é por isso que ela vem antes da escolha do apartamento.
Quais são os melhores bairros para comprar apartamento em Guarapari?

Os bairros mais procurados para compra de apartamento em Guarapari são Praia do Morro, Enseada Azul, Centro e Muquiçaba. Cada um atende a um objetivo diferente, e a diferença entre eles é de estilo de vida antes de ser de preço.
Praia do Morro: densidade, serviços e liquidez
A Praia do Morro é o bairro mais verticalizado e o de maior liquidez da cidade. Orla urbanizada com calçadão e ciclovia, comércio completo e a maior concentração de edifícios de alto padrão.
É a escolha natural de quem quer serviços a pé e vista de mar. Também é onde a diferença entre estar de frente para o mar e estar a duas quadras se traduz mais fortemente em preço.
Nosso portfólio separa justamente imóveis frente para o mar e imóveis de quadra do mar, porque são mercados distintos.
Enseada Azul: exclusividade e lançamentos
A Enseada Azul reúne as praias de Peracanga, Guaibura e Bacutia. Águas calmas, ocupação menos densa e a maior parte dos lançamentos de alto padrão da cidade nos últimos anos.
O perfil aqui é de quem prioriza privacidade e infraestrutura de lazer privativa. É a região onde os lançamentos e os imóveis em construção aparecem com mais frequência, o que abre espaço para condições de pagamento mais longas.
Centro: conveniência urbana e vida a pé
O Centro concentra hospitais, bancos, órgãos públicos, escolas e o comércio tradicional, com acesso às praias das Virtudes e da Areia Preta. Funciona bem para quem quer resolver a vida sem carro.
O estoque de alto padrão é menor e mais disperso que na orla norte, o que exige garimpo. Em compensação, imóveis bem posicionados no Centro têm demanda constante de morador fixo, com menos dependência do calendário turístico.
Muquiçaba: bairro residencial consolidado
Muquiçaba é predominantemente residencial, com comércio de vizinhança e presença forte de moradores permanentes. Atende quem quer estar perto do mar e da malha de serviços sem a densidade da Praia do Morro.
Escolhido o bairro, a conversa muda de natureza e passa a ser sobre números.
Quanto custa um apartamento em Guarapari hoje?
O preço de um apartamento em Guarapari varia principalmente por bairro, distância do mar e estágio da obra.
Nosso portfólio na cidade se distribui em faixas que vão de imóveis abaixo de R$ 500 mil a unidades acima de R$ 3 milhões, com a maior concentração de alto padrão entre R$ 750 mil e R$ 2 milhões.
Por que a média da cidade engana

O valor por metro quadrado é obtido dividindo o preço total pela área do imóvel. É um indicador útil para comparar unidades semelhantes, e ruim para comparar bairros diferentes.
Em Guarapari, dois apartamentos com a mesma metragem e a 300 metros um do outro podem ter preços muito distantes, porque um tem vista permanente de mar e o outro não. Como a cidade não entra individualmente nos índices nacionais de preço, médias municipais circulando por aí costumam misturar realidades incompatíveis.
O que funciona é comparar dentro do mesmo recorte: mesmo bairro, mesma quadra em relação ao mar, mesmo padrão de acabamento e mesma idade do edifício.
Novo, na planta ou usado
Cada estágio de obra tem uma lógica de preço própria:
- Imóveis na planta e lançamentos costumam ter o menor valor de entrada e condições de pagamento parceladas com a construtora, com contrapartida de prazo até a entrega.
- Imóveis em construção permitem alguma escolha de acabamento com prazo já mais curto.
- Imóveis prontos para morar eliminam o risco de obra e permitem avaliar vista, ventilação e ruído no local, com preço geralmente mais alto por metro quadrado.
O que mais pesa no preço
Além do bairro e do estágio da obra, o preço se move pela posição em relação ao mar, pelo andar e pela vista, pela quantidade de suítes e vagas, pela infraestrutura de lazer do condomínio e pelo fato de o imóvel estar ou não mobiliado.
Em uma cidade de veraneio, mobília completa reduz atrito de uso imediato e aparece no preço.
Definida a faixa, entram os custos que o anúncio não mostra.
Quais custos existem além do preço do apartamento?
Além do valor negociado, a compra de um apartamento em Guarapari envolve ITBI, eventual laudêmio, custas de escritura e registro e os custos recorrentes de condomínio e IPTU. Em conjunto, os custos de fechamento costumam representar uma parcela relevante da operação e devem entrar no orçamento desde o início.
ITBI e laudêmio em Guarapari
O ITBI é o imposto municipal que incide sobre a transmissão do imóvel, e seu pagamento é condição para o registro em cartório. Segundo a Prefeitura de Guarapari, o valor corresponde a 2% da avaliação feita pela Fiscalização de Rendas do município, e não necessariamente ao preço declarado na negociação.
A prefeitura registra ainda que alguns imóveis estão sujeitos à cobrança de laudêmio. Pelo Decreto nº 446/2023, o documento de arrecadação sai com ITBI e laudêmio discriminados em separado. Em cidade litorânea, essa verificação é obrigatória antes de fechar a proposta, porque altera o custo final.
O processo é integralmente digital e o boleto é emitido em até dez dias após a abertura. A partir do lançamento da guia, o contribuinte tem até 180 dias para quitar o tributo, sob pena de arquivamento e necessidade de abrir novo processo.
Escritura e registro
A escritura pública é lavrada em tabelionato de notas e o registro é feito no Cartório de Registro de Imóveis. São dois atos distintos, com duas cobranças distintas, calculadas por faixa de valor do imóvel conforme a tabela de emolumentos do estado.
O registro é o que transfere a propriedade. O Código Civil, no artigo 1.227, estabelece que direitos reais sobre imóveis transmitidos entre vivos só se adquirem com o registro do título. Contrato assinado e chaves na mão não fazem de ninguém proprietário.
Condomínio, IPTU e manutenção
Os custos recorrentes precisam ser levantados antes da proposta, não depois:
- Taxa de condomínio, com atenção ao que está incluído e ao histórico de reajustes e de obras aprovadas em assembleia.
- IPTU anual, verificável pela inscrição imobiliária que consta no carnê.
- Fundo de reserva e eventuais rateios extras, comuns em edifícios de orla por causa da manutenção de fachada exposta à maresia.
A maresia, aliás, é um custo permanente e subestimado no litoral capixaba: esquadrias, corrimãos e estruturas metálicas exigem manutenção em ciclos mais curtos que no interior.
Como funciona o financiamento de um apartamento em Guarapari?
O financiamento de um apartamento em Guarapari segue as regras nacionais de crédito imobiliário, com análise de renda, avaliação do imóvel pelo banco e entrada mínima definida pela instituição. No alto padrão, parte relevante das operações ocorre à vista, com permuta ou em parcelamento direto com a construtora.
O mercado de crédito vem operando em volume elevado. Segundo a Abecip, os financiamentos com recursos da poupança somaram R$ 16,98 bilhões em abril de 2026, o melhor resultado para o mês na série histórica.
O avanço foi de 35,2% sobre abril do ano anterior, e a entidade projeta crescimento de 16% no volume total de financiamento em 2026.
O que o banco avalia
A instituição financeira analisa dois blocos: o comprador e o imóvel. Do comprador, renda comprovada, comprometimento mensal e histórico de crédito. Do imóvel, a avaliação técnica feita por profissional contratado pelo banco, além da regularidade da documentação e da matrícula.
Quando a avaliação bancária sai abaixo do valor negociado, a diferença precisa ser coberta com recursos próprios. Em imóveis diferenciados, com vista privilegiada ou acabamento fora do padrão da região, essa distância aparece com alguma frequência.
Planta e pronto exigem estruturas diferentes
Na compra na planta, o pagamento normalmente é dividido entre entrada, parcelas mensais, reforços e uma parcela final que pode ser financiada na entrega. As parcelas até a entrega costumam ser corrigidas por índice do setor da construção.
No imóvel pronto, o financiamento é contratado de uma vez, com liberação do recurso ao vendedor após o registro. Nossa equipe organiza esse fluxo junto ao banco e ao cartório para que os prazos não se atropelem.
Definida a forma de pagamento, resta a parte documental, que é onde a maioria dos atrasos acontece.
Quais documentos são necessários para comprar apartamento em Guarapari?

A compra exige documentos pessoais do comprador, a documentação do imóvel e do vendedor e, no município, a abertura de processo digital de ITBI junto à Secretaria Municipal da Fazenda. A lista oficial está publicada pela Prefeitura de Guarapari e deve ser conferida a cada operação.
Documentos do comprador
Conforme a orientação da prefeitura para o protocolo de ITBI, o comprador precisa apresentar:
- CPF, RG e comprovante de residência de todos os adquirentes.
- Guia de Transmissão do ITBI preenchida, com a inscrição imobiliária de todas as unidades envolvidas, incluindo box e garagem autônoma quando houver inscrição própria.
- Taxa de avaliação de ITBI quitada.
- E-mail e telefone de contato para andamento do processo.
Quando há financiamento, entra também o contrato firmado com a instituição financeira, assinado por todas as partes.
Análise do imóvel e segurança jurídica
Do lado do imóvel, o documento central é a certidão de ônus atualizada, emitida pelo Registro Geral de Imóveis. É ela que mostra a cadeia de propriedade e a existência de hipoteca, penhora, usufruto ou qualquer outro gravame.
A checagem completa costuma incluir ainda certidões pessoais dos vendedores, certidão negativa de débitos condominiais, situação do IPTU e, em imóveis novos, a averbação da construção e o habite-se. Em compras de valor mais alto, recomendamos que essa análise seja acompanhada por advogado de confiança do comprador.
O passo a passo do ITBI
O processo é aberto na plataforma de processo digital do município, com seleção da Secretaria Municipal da Fazenda e do assunto correspondente ao ITBI. Depois da quitação, a certidão fica disponível em até quatro dias úteis, e o processo segue para inclusão do adquirente no cadastro imobiliário.
Com a documentação em ordem, volta a pergunta que define a estratégia de compra.
Comprar para morar ou para investir: o que muda na decisão?
Morar e investir levam a escolhas diferentes de bairro, metragem e mobília. Quem compra para morar prioriza rotina, vizinhança e serviços no inverno. Quem compra para rentabilizar prioriza atratividade na temporada e facilidade de gestão à distância.
Locação por temporada
A locação de veraneio acompanha a concentração de demanda da cidade, com pico entre o réveillon e o carnaval. Imóveis mobiliados, próximos à orla e com vaga coberta têm procura mais consistente nesse regime.
O ponto de atenção é a irregularidade da receita ao longo do ano, somada a custos de limpeza, manutenção e intermediação. Rentabilidade em locação de temporada depende de ocupação, precificação e conservação, e nenhuma dessas variáveis é garantida.
Locação anual
A locação anual entrega receita mais previsível e menos desgaste operacional, com valores mensais tipicamente inferiores ao potencial de pico da temporada. Costuma fazer sentido para quem prefere estabilidade a esforço de gestão.
Liquidez na revenda
Liquidez é o ponto mais negligenciado. Imóveis de tipologia comum em bairros consolidados tendem a encontrar comprador com mais facilidade que unidades muito personalizadas. Vista permanente de mar, vaga suficiente e condomínio bem administrado ampliam o público interessado.
Vale registrar o óbvio que às vezes se perde no entusiasmo: valorização é tendência de mercado, não promessa. O histórico de uma região informa a decisão, mas não assegura resultado futuro.
Quais erros aparecem com mais frequência nessa compra?
Os erros mais recorrentes que observamos em Guarapari têm menos a ver com preço e mais com informação incompleta na hora de decidir. Todos são evitáveis com verificação prévia.
- Visitar apenas na alta temporada e comprar sem saber como o bairro funciona em junho.
- Não confirmar se o imóvel está sujeito a laudêmio antes de calcular o custo total de fechamento.
- Comparar preço por metro quadrado entre bairros com dinâmicas completamente diferentes.
- Ignorar a ata das últimas assembleias e descobrir depois uma obra de fachada já aprovada.
- Assinar contrato de compra e venda e demorar para registrar, mantendo o imóvel fora do seu nome.
Esse último ponto é o que mais gera surpresa. Registro atrasado significa propriedade não constituída, com todos os riscos que isso carrega.
Como nós conduzimos uma compra de apartamento em Guarapari
Nós trabalhamos de forma consultiva e concentrada no alto padrão da cidade, com um portfólio de aproximadamente 295 imóveis em Guarapari e mais de dez anos de atuação exclusiva nessa praça.
Na prática, isso se traduz em três coisas. A primeira é curadoria: em vez de enviar dezenas de links, reduzimos a busca ao que atende de fato ao objetivo, ao valor e à forma de pagamento do cliente. A segunda é conhecimento de quadra, que é onde o preço realmente se decide nesta cidade.
A terceira é a triagem à distância. Boa parte dos nossos clientes mora fora do Espírito Santo, e por isso mantemos tours guiados em vídeo dos imóveis. É comum que um comprador chegue para a visita presencial com a lista já reduzida a duas ou três opções, o que encurta semanas de deslocamento.
Se quiser explorar o estoque por conta própria antes de conversar, os apartamentos à venda em Guarapari estão organizados por bairro, tipologia e faixa de valor.
Perguntas frequentes sobre comprar apartamento em Guarapari
Vale a pena comprar apartamento em Guarapari?
A compra tende a fazer sentido para quem busca um endereço litorâneo com infraestrutura urbana permanente e proximidade da Grande Vitória, situada a cerca de 50 quilômetros.
Guarapari registrou 124.656 habitantes no Censo 2022 do IBGE, com crescimento de 18,4% em relação a 2010, o que indica adensamento populacional acompanhado de expansão de serviços. A avaliação individual depende do objetivo.
Para moradia permanente, os fatores decisivos são a rotina do bairro fora da alta temporada, a proximidade de serviços de saúde e educação e o perfil de ocupação do edifício. Para investimento, pesam a sazonalidade da demanda, a tipologia do imóvel e a liquidez na revenda.
Vale considerar que a economia local concentra parcela expressiva da movimentação financeira anual no período entre o réveillon e o carnaval, o que afeta comércio e serviços ao longo do ano. Não existe garantia de valorização ou de retorno em nenhuma praça imobiliária, e projeções de rentabilidade dependem de variáveis de mercado.
Uma leitura por bairro é mais informativa que qualquer média municipal, como detalha o guia sobre os melhores bairros para morar em Guarapari.
Qual o valor médio de um apartamento em Guarapari?
Não existe um valor único aplicável a toda a cidade, e médias municipais tendem a induzir a erro em Guarapari. O município não é coberto individualmente pelos principais índices nacionais de preço por metro quadrado, o que significa que números genéricos costumam misturar realidades muito distintas.
A oferta local se distribui em faixas amplas, indo de unidades abaixo de R$ 500 mil a apartamentos acima de R$ 3 milhões, com o segmento de alto padrão concentrado sobretudo entre R$ 750 mil e R$ 2 milhões.
Os fatores que mais influenciam o preço são a posição em relação ao mar, o bairro, o andar e a vista, o número de suítes e vagas, a infraestrutura de lazer do condomínio e o estágio da obra.
A distância de poucas quadras entre um imóvel de frente para o mar e outro de segunda quadra produz diferenças relevantes de valor. A comparação útil é sempre feita dentro do mesmo recorte de bairro e padrão, como se observa na organização por faixa de valor dos apartamentos à venda em Guarapari.
Quais são os melhores bairros para comprar apartamento em Guarapari?
Os bairros com maior concentração de oferta de apartamentos de alto padrão são Praia do Morro, Enseada Azul, Centro e Muquiçaba, e cada um responde a um objetivo distinto. A Praia do Morro é a região mais verticalizada, com orla urbanizada, comércio completo e a maior liquidez de revenda da cidade.
A Enseada Azul reúne as praias de Peracanga, Guaibura e Bacutia, com ocupação menos densa, águas calmas e a maior parte dos lançamentos recentes de alto padrão. O Centro concentra hospitais, bancos, escolas e órgãos públicos, funcionando bem para quem prioriza resolver o cotidiano sem depender de carro.
Muquiçaba é predominantemente residencial, com presença consistente de moradores permanentes e comércio de vizinhança. A escolha adequada depende do uso pretendido: moradia permanente, segunda residência ou locação.
Critérios como rotina do bairro na baixa temporada, proporção de unidades de uso ocasional no edifício e distância dos serviços essenciais costumam pesar mais que a metragem. O portfólio pode ser filtrado por bairros de Guarapari.
Quanto custa o ITBI em Guarapari e como é pago?
Em Guarapari, o ITBI corresponde a 2% do valor da avaliação realizada pela Fiscalização de Rendas da Prefeitura, e não necessariamente do valor declarado na negociação. O tributo é de responsabilidade do comprador e seu recolhimento é condição para o registro da transferência no Cartório de Registro de Imóveis.
A solicitação ocorre exclusivamente por processo digital, aberto na plataforma do município junto à Secretaria Municipal da Fazenda, com anexação da Guia de Transmissão preenchida, da taxa de avaliação quitada, da certidão de ônus atualizada do imóvel e dos documentos pessoais dos adquirentes.
O boleto é emitido em até dez dias após a abertura do processo, e o prazo para quitação é de até 180 dias contados do lançamento da guia, conforme o Decreto nº 446/2023. Alguns imóveis também estão sujeitos à cobrança de laudêmio, que aparece discriminada em separado no documento de arrecadação.
Após a quitação, a certidão fica disponível em até quatro dias úteis. Outros custos de aquisição são abordados no guia sobre imóveis em condomínios fechados.
Quais documentos são necessários para comprar um apartamento?
A documentação se divide entre o comprador, o imóvel e o vendedor.
Do comprador, são exigidos CPF, RG e comprovante de residência de todos os adquirentes, além da Guia de Transmissão do ITBI devidamente preenchida com a inscrição imobiliária de cada unidade envolvida, incluindo box ou vaga com inscrição própria, e o comprovante de quitação da taxa de avaliação.
Havendo financiamento, entra o contrato firmado com a instituição financeira, assinado por todas as partes. Do imóvel, o documento central é a certidão de ônus atualizada emitida pelo Registro Geral de Imóveis, que revela a cadeia de propriedade e eventuais gravames como hipoteca, penhora ou usufruto.
A verificação costuma incluir ainda certidões pessoais dos vendedores, certidão negativa de débitos condominiais, situação do IPTU e, em imóveis novos, habite-se e averbação da construção. O registro é o ato que efetivamente transfere a propriedade, conforme o artigo 1.227 do Código Civil.
Empreendimentos em fase de obra têm particularidades adicionais, detalhadas nos imóveis em construção.
Compensa alugar o apartamento por temporada em Guarapari?
A locação por temporada acompanha a sazonalidade acentuada da cidade, com concentração de demanda entre o réveillon, janeiro e o carnaval, período que responde por parcela expressiva da movimentação econômica anual do município. Imóveis mobiliados, próximos à orla e com vaga coberta costumam ter procura mais consistente nesse regime.
Em contrapartida, a receita é irregular ao longo do ano e há custos recorrentes de limpeza, manutenção, reposição de mobiliário e intermediação, além de maior desgaste do imóvel pela rotatividade.
A alternativa é a locação anual, que oferece previsibilidade de receita e menor esforço de gestão, geralmente com valores mensais inferiores ao potencial de pico da temporada. A escolha entre os dois modelos depende da tolerância à variabilidade, da disponibilidade para gestão à distância e do perfil do imóvel.
Não há garantia de ocupação ou de retorno em nenhum dos formatos, já que ambos dependem de precificação, conservação e condições de mercado. As opções disponíveis podem ser consultadas em aluguel anual.
É melhor comprar apartamento na planta ou pronto?
Os dois formatos atendem a objetivos diferentes e envolvem trocas distintas. O imóvel na planta costuma exigir menor desembolso inicial, com pagamento distribuído entre entrada, parcelas mensais, reforços e uma parcela final que pode ser financiada na entrega das chaves.
As parcelas até a conclusão da obra são normalmente corrigidas por índice do setor da construção, e existe o intervalo de espera até a entrega, além do risco associado ao andamento da obra.
O imóvel pronto elimina esse intervalo e permite verificar in loco fatores que não aparecem em planta, como incidência solar, ventilação, nível de ruído e a vista efetiva da unidade. Em contrapartida, tende a apresentar valor por metro quadrado mais elevado e exige capacidade de pagamento concentrada.
Compradores que priorizam personalização de acabamento costumam encontrar mais espaço em empreendimentos ainda em construção. A decisão passa pelo horizonte de uso, pela forma de pagamento disponível e pela tolerância a prazo. As opções concluídas estão reunidas em imóveis prontos para morar.
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A compra bem resolvida em Guarapari começa pela escolha do bairro, passa pela conferência dos custos de fechamento e termina no registro. Quando essas três etapas são tratadas com antecedência, o restante costuma ser rápido.
Se quiser conversar sobre o que faz sentido para o seu caso, fale com nossos corretores pelo WhatsApp ou pela página de contato. Podemos partir do que você já tem em mente e reduzir a busca às opções que realmente atendem.
Meneguz Imóveis. CRECI/ES 6.546-J.


